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Ingrid Machado

Ingrid Machado: Atrizteza, só que não. ingridmachadu@hotmail.com
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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Octo.Pûs - Recife

Fotos de Octo.Pûs na VI Semana de Cênicas - 2012
Calma bebê, que tudo que vai volta.

Fotos por: Rhaiza Oliveira, Pedro Rodrigues, Monaisa Ferreira e Onezia Lima.
Grata.

 

 




 

domingo, 11 de novembro de 2012

Octo.Pûs de anos atrás

Foto de Onezia Lima

Não sei que tipo de raio me partiu no dia de Octo.Pûs. Em 2010, chegava em Recife a maquiadora AdrianaVaz. Adriana deu oficina de maquiagem e indumentaria para mim e meus colegas de trabalho na Escola Sesc de Teatro. Estávamos no ano da produção da peça A Morte do Artista Popular. Na oficina de indumentaria ela nos trouxe a ideia de Hélio Oiticica e seu trabalho com parangolé. Deveríamos ter o nosso pedaço de pano, com linhas, fitas, barbantes, pedras, purpurina e o que mais der, montaríamos a nossa capa com a nossa historia. Nesta época ainda sofria bastante com o termino do meu namoro de dois anos e meio, então decidi fazer o MAR, tenho grande atração com o mar e sua força, esse poder de levar e trazer, de transformar, ocultar, devorar... Me fascina! Peguei um  pano azul de tom médio bem estreito, comecei a colar pedrinhas, fitas verdes, cola colorida, fitas rosas, não lembro se tinha lantejoulas, e quando Adriana se aproximou de mim disse que aquele pano precisava ser mais largo, eu a olhei já com um soluço no meio da garganta e ela deixou passar. No ultimo dia da oficina de maquiagem, ela pediu que com a maquiagem que estávamos - a minha era de concubina - fizéssemos uma performance com o nosso parangolé. Como de costume, fiquei acanhada com essa ideia de exposição, tomei coragem e fui. 

Sentei no meio do palco, estirei o pano azul com aquelas colagens, e comecei a tirar uma por uma dizendo aos poucos:

Um dia
Me perguntaram
Amor
E eu respondi
Amar 


Eu estava bastante machucada, fui arrancando as pedras com desconsolo, rasguei o pano nos dentes, sai falando alto em meio a lágrimas esse trechinho e no fim, Biagio chegou em mim e disse: "Guil, seria massa tu ter um pano bem grandão, assim ó, no meio da rua, e ficar falando isso e arrumando o pano"

Quando OCTO.PÛS brotou, entrei em escuridão na minha costura, não reconhecia quem passava por mim, quem tirava fotos, quem ia. Entrei dentro das memórias e...

Um dia
Me perguntaram
Amor
E eu respondi
Amar

Foi explorando os meus lábios, que não sei como, estavam salgados, LITERALMENTE. 
Aquele parangolé de anos atrás, estava voltando.

Na madrugada de domingo (04/11) pra segunda (05/11), eu estava organizando as coisas para Oc (as mães têm direito a apelidos carinhosos haha), comprei oito tubos de ensaio vermelhos com as tampas amarelas, passei toda a linha azul ao redor do tubo porque os tubos de linhas não cabiam dentro do tubo de ensaio (ai quanto tubo haha), e dentro dos tubos de ensaio para não ficarem vazios coloquei alguns retalhos de saias ciganas que eu havia feito para mim, além do bilhetinho e a agulha (as almofadinhas vermelhas foram enchidas com esses retalhos também). No dia da apresentação, lembro que vi alguém ao receber o tubo, tirar o bilhetinho, a agulha e os retalhos, depois disso vi as pessoas NÃO COSTURANDO A SAIA (que era a minha intenção) E SIM COLOCANDO OS RETALHOS NA SAIA! Fiquei parada no tempo de 2010 quando eu colocava coisas no meu pedaço de pano, e simplesmente devo agradecer a este ser genial que acrescentou o meu ontem no agora! 

Octo.Pûs - Em linhas



O pûs é uma secreção de cor amarelada, esbranquiçada ou esverdeada que sai das feridas quando muito infeccionadas. O polvo é um animal marinho que possui oito braços com ventosas que servem para agarrar a sua presa e estrangula-la. É pensando nisso e em alguns sentimentos amorosos mal resolvidos que surgiu Octo.pûs.

Um homem polvo que prende um corpo querendo dar um abraço. Sem noção da força, machuca, deixa feridas, marcas inflamadas que gritam em silêncio. É tempo de dizer adeus ou algo parecido. E como dizer este adeus com a saliva colando duas bocas? O que fica é apenas a saldade, como água do mar, bem salgada.

O ser sozinho arruma as suas malas. O ir requer coragem e desconforto, assim como o deixar. Quem vai, tem no coração a pressa, a ânsia, o impulso, o medo, a insegurança, a novidade, o incomodo. Ir para longe. Receber o amor de outros que não o seu, e se deixar ir.
Quem fica nem sempre espera e quem vai nunca está só.

O meu pensamento em você, que mesmo de longe me deu uma filha cheia de braços que quer agarrar o mundo. 

sábado, 10 de novembro de 2012

Tapa na bundinha de Octo.Pûs


IMPORTANTE: Ler ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=xSHYlSxQyJM
Diversas vezes, assim como eu.

Ela nasceu!
A esperei por dois meses.
A deixei aos poucos despertar, triscar o meu fígado, chutar os meus rins, percorrer minhas veias, apertar meu coração, estrangular minha garganta e escorrer pela espuma da saliva. 
Octo.Pûs me veio na medida em que você se foi. 

Sorria rapazinho, você é pai.
Eu, no seu lugar, vibro. 

Coloquei no prédio do CFCH, lá pelo primeiro andar, em um dos banheiros que fediam a merda, a saia vermelha, me concentrava e imaginava o que estava me aguardando, quando a única coisa que estava programada era chegar, me sentar e costurar. Coloquei a blusa, meu olhar caia, coloquei a saia azul cheia de fendas e ali, eu não mais arredaria o pé. Arrumei o cabelo, coloquei a maquiagem, os adereços nos tornozelos e me olhei de novo. Desci com o baú e as minhas preciosidades.

Do CFCH, fui mais uma suicida. 

Camarero e eu fomos em nosso ritual fúnebre até o corredor do CAC. Passos de quem anda embaixo d'água. O Sol ficou lá fora. Das minhas trevas sentei. Costurei.

Um, dois, três... Corpos e energias, nem tão conhecidas, se juntavam a minha dor. Passavam parte de seu tempo junto ao meu pedaço de carne de terceira. Emendamos aqueles buracos tão meus e tão deles. Furamos com a agulha parte da extensão do meu corpo. Colocamos flores neste mar. Fui agraciada com amor, que não o seu. 

"Vá até onde der
E quando der
Venha até a mim"

Dizia o bilhete perfurado com a agulha dentro do tubo de ensaio vermelho com a tampa amarela. Camarero dava-me o balm vermelho e nas bocas que estavam perto da minha, meus dedos descontrolados, cheios de catarros, nem tão cansados, com lágrimas secas, melecavam seus lábios... As vezes áridos, as vezes finos, as vezes másculos, quero dizer, muito másculos. 

Me beijavam os olhos
Me abraçavam os corações
Me respeitava o menino loirinho de rosto quadrado, que ao beijar a minha mão me fez sentir uma dama
Me emocionava o rapaz de cabelos escuros que ficou uma hora sentado comigo deixando seus traços na nossa saia, que ao se levantar me teve no espaço vazio de seu pescoço e cabeça, em um abraço que eu dormiria por dias
Me foi comovente o "parabéns" ao pé do meu ouvido e um carinho de trás pra frente
Me alegrou uma professora se ajoelhar e compartilhar aquele momento de minha vida na dela, levando em seus lábios meu vermelho e em sua bolsa o meu sentimento em frase...

Todas essas mãos em par, essas bocas em unidade e os corpos que com toda certeza eu carregaria um a um  neste cavalo que sou para suas casas. Nossa, como sou grata!

Agradecida a Deus por transformar
Agradecida a Rafa por ter sido tempestade
Agradecida a Leo, Gui e Amanda por terem topado
Agradecida a VI Semana de Cênicas por ter abraçado meu trabalho
Agradecida a este navio que está no fundo do mar...




E agradecida por mais esta dança, que mesmo tão sem pra quê eu existi nela.

O mantra das 12h40 até às 15h40


Que os mortos sempre sejam lembrados!
Thim Thim!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

sábado, 3 de novembro de 2012

OP 22


No centro da cidade fui ver o material de maquiagem para o sequici, dentro da lojinha que achei um kit de pinceis e cílios postiços a preço de banana tinha uma cestinha, uma cestinha bem cestinha, no chão, encostada, sozinha, desamparada, cheia de coisas pequenas e estranhas em cima. Essa cestinha estava tão escanteada que quase dei um chute nela sem querer. A menina foi fazer a notinha do que eu já tinha pego e aí na minha imensa curiosidade fui ver o que era que tinha na cesta. Octopus estava lá. Tudo bem que ele tem seis braços e que segundo minha mãe o tecido parece com a pele de cobra. Mas Octopus estava lá e agora está cá. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Octo.pûs na VI Semana de Cênicas


Octo.Pûs estará na VI Semana de Cênicas!
A performance/instalação acontecerá no dia 07/11 (quarta-feira) A PARTIR das 13h
Quantas mãos remenda um coração? - Bem breguinha, bem sincero. hahaha

Segue a programação da VISC 2012

VI SEMANA DE CENICAS
PROGRAMAÇÃO CULTURAL DA VI SEMANA DE CÊNICAS (2012) 

SEGUNDA FEIRA (05/11)

14h às 20h: Totem Relicário – Grupo Totem (performance/intervenção/instalação)|| Jardim interno do CAC ||
16h30 às 17h10: Roda de capoeira - Centro de Capoeira São Salomão (Intervenção) || Frente do CAC ||
17h20 às 17h40: Malícia e dissimulação – Laboratório de aprofundamento cênico - EMAJP (Performance) || Jardim do CAC Baccarelli ||
17h50 às 18h30: Boi Marinho - Helder Vasconcelos (intervenção) || Hall do CAC
18h40 às 19h: Áspero Afago (performance) || Sala de arquitetura
19h10 às 19h50: Criação, criador e criatura – Raimundo Branco (Dança) || Teatro Milton Baccarelli||

TERÇA FEIRA (06/11)

18h às 18h10: P2P: a vez do corpo – Tiago Ferro (Dança) || Hall do CAC ||
18h15 às 18h30: Eu sou um outro você – Marcia Virgínia (Dança) || Hall do CAC ||
18h35 às 18h40: Toada e desafio – Patrícia Pina Cruz (Dança) || Hall do CAC ||
18h50 às 19h10: A Quatro Faces - IFPE (Dança) || Hall do CAC
19h20 às 19h30: Barco Negro - Black Escobar (Dança) || Hall do CAC ||
19h35 às 19h50: A flauta mágica - Bersato Produções (Ópera) || Teatro Milton Baccarelli ||
20h05 às 20h25: Corpos Mântricos - Montagem coletiva. Alunos da disciplina Voz e Movimento (performance) || Teatro Milton Baccarelli ||
20h35 às 20h45: Enamorado – Marco Salomão (Teatro) || Teatro Milton Baccarelli ||
20h55 às 21h: Grupo Refresh – (Dança / K-pop) || Teatro Milton Baccarelli ||
21h10: Setelaot - Stefany Ribeiro (Dança) || Hall do CAC ||

QUARTA FEIRA (07/11)

13h às 17h: OCTO.PÛS - Ingrid Machado (Performance/instalação) || Galeria Capibaribe ||
14h: Poluição nunca mais – Projeto de extensão; UFPE (Teatro de Bonecos) || Creche da UFPE ||
17h20 às 17h35: INTERTRONCO - Terceira Via de Criação (Performance) || No jardim do CAC, em frente ao Aquarela 
17h40 às 17h55: Doce Veneno – Grupo Teatral In-Comum (Performance) || Escada das salas de áudio || 
18h às 18h15: Por onde passam as borboletas - Holus de Dança (Dança) || Teatro Milton Baccarelli ||
18h15 às 18h40: Sobre um amor louco - Analice Croccia (Teatro) || Teatro Milton Baccarelli ||
18h50 às 19h10: ROMA – A forma Inversa de Amar – Trupe Zupee (Teatro) || Teatro Milton Baccarelli ||
19h20: Café Muller - Pina Polly; DIG (Dança-teatro) || Em frente à sala de dança ||

QUINTA FEIRA (08/11)

09h: O menino, o velho e o burro – Inácio Dantas (Teatro de Bonecos) || Creche da UFPE ||
13h às 16h: Entre lugar – Janaína Gomes (Performance/instalação) || Hall do CAC ||
16h às 17h: Jam Session – Lugar Comum (Dança-contato) || Hall do CAC ||
17h05 às 17h35: Entre flores e palavras - Adélia Oliveira e Fernanda Mélo (Contação de histórias) || Jardim Lateral do CAC (em frente aos Ateliês de artes visuais) ||
17h40 às 17h45: Beatas e pervertidas - Edson Vogue (Dança) || Sala de Arquitetura
17h50 às 18h10: (di)grafias – Gabriel Santana e Cesar Berton (construção músico- coreográfica) || Galeria Capibaribe ||
18h20 às 18h40: A ostra e o vento (Teatro) || Teatro Milton Baccarelli
18h45 às 19h05: Que coisa? - Altino Francisco (Teatro) || Teatro Milton Baccrelli
19h10 às 19h15: Grupo Lovely – (Dança / K-pop) || Teatro Milton Baccarelli ||
19h25 às 19h45: SEMSOU – Pedra Negra (Performance- work in progress ) || Galeria Capibaribe ||
19h55h às 20h30: Jana Figarella e Isabela Moraes (música) || Teatro Milton Baccarelli

SEXTA FEIRA (09/11)

10h às 19h: Exposição de trabalhos cenotécnicos dos discentes || Ateliê de artes visuais
14h30 às 14h50: Oração do Santo Gozo – Bufões de Olavo - UFPB – (Teatro) || Teatro Milton Baccarelli ||
15h às 15h35: Experimento Desejo – Grupo de pesquisa Aspectos Cênicos -dramatúgicos - UFPB – (Teatro) || Teatro Milton Baccarelli ||
15h45 às 16h10: De Repente – NUPTA Teatro UFPB – (Teatro) || Teatro Milton Baccarelli ||
16h20 às 17h10: SURF SECO - III Campeonato Internacional de Surf Seco (Intervenção) || Corredor principal do hall do CAC ||
17h30: Sobre um Paroquiano – Compassos Cia. de Danças (Dança) || Espaço comum ao fundo do CAC ||


OP 20

Enrolando toda a linha azul no tubo de ensaio vermelho com a tampa amarela, me vejo meio descontrolada e mecânica  Sempre em círculos  parando no mesmo ponto de partida, trocando de mão  cansando a paciência  Não é cansaço. São os braços que não estão tao acostumados a outros corpos que não o meu. Uma coisa na garganta querendo sair. E eu achando tudo isso muito estranho. E isso é apenas o enrolar de linha azul em um tubo de ensaio vermelho com a tampa amarela. 

OP 19

Me importo com você, se não me importasse não te incluía nas minhas orações e não teria mais um entulho na minha estante. Suas conquistas brilharam meus olhos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

OP 17

Legenda: A ver navios.

OP 16

Me comeram. O vento quente que rente foi pra debaixo da minha faldita maldita que me comeu no aperreio das rédeas da minha crina e patada na parede. Ufa. Elefante pequeno come capim.
"Não tem pé nem cabeça."

OP 15

Se eu soubesse que iria demorar tanto teria estrangulado o teu pescoço naquele aeroporto.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

OP 14


Ela voou como nunca, esteve por todos os cantos da sala, preencheu meu vazio, me colocou em orbita. Ela girou onda e cuspiu fogo. Que delicia! O musseline caia em mim como uma criança cai no colo do pai depois que ele a joga. Novas formas. Visão clara. Constaste e roda, roda, roda mais que peão. Incrivel! Adorável! Muito feliz o bicho de sete cabeças. "Cresça e desapareça."



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

OP 13

identificando a negatividade

O 8 de Copas surge como posição de aconselhamento neste momento de sua vida, fa. A mensagem deste arcano é muito clara: identifique as coisas, pessoas, hábitos ou situações que não lhe servem mais e gentilmente se despeça de tudo isso. Esta é a hora de separar o joio do trigo, de encarar a necessidade de abrir mão de todas as coisas as quais você se apega, mas que não fazem mais sentido. Pode ser um processo doloroso, mas você entenderá como se trata de algo necessário. Confie! Deixe o tempo passar, ele cura todas as feridas. O que não vale é ficar se lamentando aos quatro ventos, pois isso lhe tornará alguém pouco atrativo, com quem as pessoas não desejam estar. Lembre-se que a pérola, como dizem os poetas, nasce do sofrimento da ostra. Neste momento, talvez seja bastante útil observar o sofrimento dos outros, a fim de que você perceba que há outras pessoas com dores muito mais sérias do que as suas. Quando cuidamos da dor do outro, o nosso próprio sofrimento parece se aquietar.

Conselho: Vá além de sua própria dor. Supere-a!

Personare always!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

OP 11

Não gosto desse povo de artes com a mesma voz de maconheiro!
Mas essa... essa... essa vai pro primeiro gole!
Porque o primeiro gole de cerveja ninguém esquece!


OP 10


Quem morre não é quem vai ou quem fica
É quem deixa.

sábado, 13 de outubro de 2012

OP 8


Não sei, acho que gostaria de ter alguém. Acho que gostaria de fazer uma ligação para este alguém, sem necessariamente ficar preocupada porque não atendeu, ou pensar o que esta fazendo, com quem está fazendo e caso não me retorne não ficar ansiosa.  Queria ter alguém para enjaular nas minhas pernas e fazer cosquinhas, e também fingir que não tenho cosquinhas, mesmo por dentro morrendo de rir. Queria assim, que no meio do dia eu mandasse alguma mensagem pra essa pessoa e soubesse que do outro lado ela esticaria os lábios e piscaria meio que tentando decorar, eu faria isso. Também mandaria pra essa pessoa uns presentinhos bem meus, como o raio-X do meu pé com tendinite, uma galinha de chaveiro tão bonitinha que ganhei em 2003 e ficou na gaveta entulhada, mandaria uma tufa do meu cabelo colorido que tenho guardado em um saquinho na mesma gaveta dos pijamas, mandaria bom dia, boa tarde e a noite mandaria a minha companhia, que convenhamos é muito boa. Queria que as coisas não fossem um Titanic, com uma música que ninguém mais aguenta, uma historia que todo mundo conhece e uma joia que se perde no mar. Você. Por isso que eu queria. Isso mesmo, não quero mais! Que essas coisinhas do coração não se concretizem! Montanha-russa é para criancinhas eu gosto mesmo é do bate-bate.